Terça-feira, 19 de Junho de 2007

Quem nasce para 8 nunca chega a 80000000000

Estava uma linda tarde de sol. Era no inicio da Primavera e o seu astro preferido brindou-as com um dia morno e agradável.

 

Vamos tomar café?

Vamos. Mas vamos a um sítio daqueles bonitos, que tu gostas.

Então bora tomar café ao Cais!

 

Lá foram frescas e fofas, enfiadas no Renault Cinco amarelo, tomar café à zona in da cidade. Chegadas ao Cais, Carina Vanessa e a Liliana Cristina, não hesitaram em escolher o café mais chique que encontraram. Empinaram o nariz, puxaram as calças para cima (escondendo a cueca que teimava em mostrar-se a todos), e entraram feitas madames.

Não eram propriamente meninas de bem, trabalhavam numa fabriqueta de collants em Rio Tinto e faziam horas extra no Bingo do FCP. Estes dois trabalhos, permitiam-lhe tomar café num sítio destes… mas só café!

 

Eu queria um café, sãs favor.

E eu uma garrafa d’água fresca. Sem gás, que essas coisas fazem-me mal ao estrogamo!

 

Sentaram-se tentando parecer naturais num meio que não era o seu. Seguras da sua posição de clientes de café da moda, sacaram das suas leituras. Carina trouxe a Maria e Liliana o Guia Astral.

Os clientes (verdadeiramente) assíduos lá do sítio, observam estas duas aves raras com desconfiança e inquietavam-se nos seus lugares de modo a absorver o máximo de informação sobre as personagens.

Elas continuam nas suas poses de bem, copiadas das revistas cor-de-rosa que compram todas as segundas. Falam e riem a alto e bom som, porque nas duas cabecinhas oxigenadas, gente rica fala e ri assim.

Quando “finalmente” chega o empregado, vem com uma bandeja branca, com uma série de copos e pratinhos, chocolate, açúcar de vários tipo, guardanapo e colher.

 

Olha lá… uma pessoa espera um século para ser atendida e ainda te enganas no pedido??

 

O empregado, estupefacto, alterna o seu olhar entre as madames e o tabuleiro.

 

“Mas… as senhoras desculpem… mas não pediram café?”

“Dahhh, se sabes para que trouxestes isso?”

“Mas é assim que servimos o café…”

“Cambada de intrujões! É por isso que dizem qu’isto aqui é caro… Espetam-nos com essas merdices todas e depois temos que pagar tudo… Ó filha, vamos embora que num ando a trabalhar p’alimentar marmanjões deste tamanho!”

“Mas….”

 

Disparam café fora sentindo-se muito espertas por descobrirem o esquema dos cafés caros. Quando chegaram ao bairro contaram o feito a todos com quem se cruzaram.

No dia seguinte, quando foram comprar moletes, voltaram a repetir a história para quem quisesse ouvir.

 Alguém sorriu ao ouvi-las… Envolvido no cheiro a pão quente e a meias de leite descoradas, estava o empregado que as serviu…


 



Sabemos que não foi bem assim... Mas adorei reiventar o sucedido... Bons tempos...

 


sinto-me: idiota lolololol
publicado por happyend às 03:19
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1 comentário:
De MariTon a 19 de Junho de 2007 às 17:55
Amei...

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